ALGUNS EXÓTICOS

Diamante-Aurora (Euschistospiza dybowskii)

Diamante-Aurora (Euschistospiza dybowskii)

 

Originária da África Central

-Atinge um comprimento de 12 cm

-Gosta de habitar arbustos densos junto a cursos de água e caminhos

-Permanece perto do solo frequentemente onde procura os insectos e sementes que fazem parte da sua alimentação

-O ninho é construído á semelhança de outros diamantes junto ao solo, entre ervas e arbustos espinhosos

-De fácil adaptação num viveiro espaçoso, com bastantes plantas naturais ou artificiais que servem para refúgio e proporciona a ave um maior á vontade

-No Verão pode ser colocado num viveiro exterior

-A criação não dá problemas desde que se tenha á sua disposição alimentos de origem animal

-O canto é especialmente bonito muito melodioso e rico em variações

-Os ovos são brancos

- A postura é de 4 a 6 ovos incubados durante 13 a 14 dias

A distinção dos sexos,é fácil pois o macho apresenta uma mancha preta de lado onde são bem visiveis os pontos brancos,o dorso á mais escuro assim como a asa,ao contário da fêmea que é mais acastanhada e não tem a mancha preta.

 

 

Cauda de Vinagre (Estrilda caerulescens)

Cauda de Vinagre (Estrilda caerulescens)

È uma ave com um comprimento de 11 cm

-A sua área de distribuição desde o oeste da África Tropical, do Senegal a sudoeste do Chade e os Camarões do norte.

-È uma ave animada, activa, curiosa. Podem se tornar agressivos quando há melhoramento genético, especialmente para os membros da mesma espécie.

-È uma ave sociável não dá problemas quando se juntam com outras espécies

-A distinção do sexo não é muito clara, por norma as fêmeas são menores e têm menos tonalidade preta. Só os machos cantam.

-O seu habitat restringe-se ao semi-árido manchado com arbustos, gramíneas, entre curtas ao longo de matas, dentro de espinhos em áreas rochosas.

- São aves que vivem aos pares ou em pequenos bandos. Eles são muito rápidos e preferem alojar-se no ninho durante a noite Se nenhum ninho estiver disponível, dormem num ramo, às vezes com a cabeça pendurada para baixo.

- Os alimentos vivos preferidos são minhocas, formigas larvas, pulgões, aranhas, outros insectos pequenos.

- Aves recentemente importadas terão de um ambiente acolhedor, de pelo menos 25 ° C até que estejam climatizadas. Os pássaros que estão superlotados ou alojados em espaços reduzidos tendem a arrancar as penas uns aos outros. Um par deve ser alojado num recinto espaçoso. Quando se junta duas aves do mesmo sexo pode resultar em violentos combates e ferimentos, por isso teremos de ter um olhar atento sobre esta espécie, quando introduzimos uns aos outros.

Aves que tenham sido arrancadas penas não devem ser instaladas ao ar livre até que as suas penas tenham crescido. São recomendadas gaiolas grandes uma vez que esta espécie é muito activa. Estes tentilhões também são sensíveis ao frio e devem ser mantidos num viveiro interior no inverno.Porque esta é uma espécie altamente insectívora, deveremos ter sempre á sua disposição alimentos insectívoros.

-Durante a época reprodutiva, o macho leva um pedaço de material de nidificação durante a dança nupcial com o rabo angular em direcção a ela como ele balança para cima e para baixo. Quando um casal está pronto para a copula, o macho bica a nuca da fêmea, algumas vezes, e ela responde agachando-se e tremendo o rabo.

-os ninhos são construídos com gramíneas longas, fibra de coco e caules das plantas, o interior do ninho é forrado com fibras mais finas ervas e penas. Pode-se colocar caixa-ninho semi-abertas para fazerem o ninho, ou então usam os ninhos dos tecelões. Fazem um ninho semelhante ao Bico de Lacre

-Ambos os membros do casal chocam os ovos

-A postura é de 4 a 6 ovos que é incubada durante 12 a 15 dias

-O desmame das crias é feito aos 45 dias

-Deve-se evitar inspecções ao ninho visto que ao mínimo sobressalto abandonam facilmente a postura

-O canto é composto de uma frase de duas sílabas, a primeira nota é curta e de alta frequência, e a segunda nota é mais longa, mais grossa.

 

DIAMANTE FORBES / TANINBAR

 

O diamante papagaio tem aproximadamente 10 cm de comprimento, é uma ave muito activa. O macho tem um azul muito vivo, a fêmea tem o azul menos vivo e menos extenso.

Em estado selvagem vive na ilha de TANINBAR e alguns locais da Indonésia.

Em cativeiro, o diamante forbes, no inverno, não deve ter temperaturas inferiores a 10ºC.

O diamante forbes adora banho, deve ter o maior números de dias banheira disponível.

A Alimentação desta ave deve ser composta por uma mistura de alpista, milho painço, milho-alvo branco, milho-alvo japonês; frutas (maça, cenoura, laranja, etc.), legumes (pepino, couves, alface, etc.); alimento vivo (bicho búfalo, bicho da farinha); papa de ovo; de vez em quando também se pode dar sementes germinadas.

A criação desta espécie é relativamente fácil.

O macho geralmente constrói o ninho. A fêmea põe em media 4 a 5 ovos, que eclodem após 13 a 14 dias

 

Origem / Distribuição

Ilhas de Tanimbar (Indonésia).

Habitat em estado selvagem

Ilhas tropicais, prados e bermas das florestas.

População selvagem

???

Maturidade sexual

+/- 6 meses.

Plumagem de adulto

4 a 6 meses.

Idade ideal para criação

1 ano até 4 anos.

Sexo

O macho tem o azul muito mais intenso que a fêmea. Fácil de identificar.

Tempo de vida

+/- 6 a 8 anos.

Tamanho

+/- 10 cm.

Peso

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DIAMANTE PHAETON

 
 

O diamante phaeton tem aproximadamente 14 cm de comprimento, é uma ave calma. O macho tem vermelho quase pelo corpo todo, enquanto que a fêmea só tem a rodear o bico do bico.

Em cativeiro, o diamante phaeton, não deve ter temperaturas inferiores a 15ºC.

A Alimentação desta ave deve ser composta por uma mistura de alpista, milho painço, milho-alvo branco, milho-alvo japonês; frutas (maça, cenoura, laranja, etc.), legumes (pepino, couves, alface, etc.); alimento vivo (bicho búfalo, bicho da farinha); papa de ovo; de vez em quando também se pode dar sementes germinadas.

A criação desta espécie é muito complicada, é preciso muita paciência e sorte.

A fêmea põe em média 3 a 4 ovos, que eclodem após 13 a 14 dias

 

DIAMANTE BICHENOW

 

DIAMANTE BICHENOW
O diamante Bichenow tem aproximadamente 9 cm de comprimento, é uma ave muito pequena.
Em estado selvagem vive na australia.
Em cativeiro, o diamante Bichenow, no inverno, não deve ter temperaturas inferiores a 10ºC.
A Alimentação desta ave deve ser composta por uma mistura de alpista, milho painço, milho-alvo branco, milho-alvo japonês; frutas (maça, cenoura, laranja, etc.), legumes (pepino, couves, alface, etc.); alimento vivo (bicho búfalo, bicho da farinha); papa de ovo; de vez em quando também se pode dar sementes germinadas.
A criação desta espécie é relativamente fácil.
A fêmea põe em media 4 a 5 ovos, que eclodem após 13 a 14 dias
 
 
 
Granatina e Grenadeiros

(Uraeginthus granatina e Uraeginthus iantinoghaster)

Granatina e Grenadeiros

(Uraeginthus granatina e Uraeginthus iantinoghaster)

 

Ave originária do continente africano, de regiões quentes, precisa de um ambiente adequado e rico em alimentos vivos para que possa viver e reproduzir-se satisfatoriamente em cativeiro. Tanto a manutenção como a reprodução são muito exigentes de de modo algum recomendadas a iniciantes. Apesar da sua beleza, coloração exótica e o canto doce e melodioso poderem atrair qualquer criador a raridade no mercado e as suas exigências tornam os Granatinas,como normalmente são chamados, uma espécie de culto entre os criadores de estrildideos.

É uma ave pequena (12cm), embora um doa maiores nesta familia. A coloração varia entre o vermelho, azul, preto, marrom e violeta, mais forte nos machos. Existem duas espécies similares Uraeginthus granatina e Uraeginthus (Granatina) granatina. Embora parecidas o segunda é mais espectacular em coloração. São denomidadas normalmente por granadeiros e bico de lacre de orelhas violetas, respectivamente.

Tanto numa como noutra as fêmeas são mais discretas em tons de castanho. A distinção os sexos dá-se através de uma diferença nítida na coloração. Enquanto o macho possui o papo preto e a parte inferior do corpo roxa, a fêmea apresenta tons mais pálidos, chegando a um castanho claro na parte inferior e não possui o preto no papo. Ambos, porém, têm a cabeça azul-cobalto, bochechas violeta, bico vermelho forte, a parte superior do corpo castanho-avermelhada, asas castanhas e rabo preto.

A adaptação de exemplares importados é o principal problema, já que exemplares criados em cativeiro são raros no nosso pais. São aves muito sensíveis e a mortalidade nesta altura é enorme, o que justifica só por si a raridade desta ave em termos nacionais.

Como o Granatina é originário de regiões quentes, não deve ficar exposto a correntes de ar e ao frio, portanto o viveiro deve ser construído com a frente voltada para este e a parte de trás fechada, de modo a evitar correntes de ar. No caso de gaiolas, não devem ficar ao relento ou em locais de muita corrente de ar. Um vez passado este periodo podemos dizer que a sua manutenção não é mais exigente do que para outras aves do mesmo tipo como as do género Lagnosticta sp.(amarantes), já a reprodução exige condições muito específicas e é bastante dificil, sobretudo nas primeiras gerações.

Em liberdade é sempre é visto acompanhado, seja aos pares ou em pequenos grupos familiares, perto de poços de água onde consegue facilmente os seus alimentos. Embora possa viver com outros pássaros, não é aconselhável deixar dois ou mais machos de Granatina no mesmo viveiro, pois eles costumam ser violentos e, na época de acasalamento, macho e fêmea devem estar sozinhos.

Reprodução em Cativeiro

No seu habitat natural o Granatina ingere vários alimentos vivos e, para que se reproduza em cativeiro é necessário que receba uma dieta farta em insetos e larvas, seja em gaiolas ou em viveiros arborizados. A importância desta ave e o seu tamanho facilitam o uso de amas em casos mais problemáticos, sendo mesmo a escolha de alguns criadores ter os casais em gaiolas, ao contrário do que é normal para outras espécies de estrildideos onde os viveiros são a escolha! No caso de se usarem gaiolas estas não deveraõ ter menos de 80cm de comprimento, sendo recomendável 100x40x40cm, deixando num dos lados folhagem onde será colocado o ninho.

È bom (essencial) que o casal receba proteína animal abundante, por exemplo, nas larvas de mosca e nas de Tenebrião (trelas pequenas), que nem sempre dão resultado para pássaros pequenos como o Granatina. As Drosophilas, pequenas moscas de frutas, também podem ser usadas como alimento vivo, sendo outra boa fonte os vermes de terra brancos e ovos de formiga. A grande necessidade de proteína animal obriga ao uso de papas específicas normalmente com a adição de papa universal ou de insectívoros.

Costuma construir seu ninho em arbustos espinhentos e em cativeiro aceita facilmente uma caixa de madeira. O casal alterna no choco e na criação das crias, mas é sempre bom ter-se alguns casais de bengalins disponíveis, no caso dos pais virem a rejeitar a ninhada, o que não é, contudo, uma característica comum nesta ave. Apesar de todas as dificuldades de reprodução, uma vez encontradas boas condições são vários os criadores a conseguir 10 crias por ano de cada casal.

Os filhotes, nascem dois pontos luminosos de cor azul, nos cantos internos do bico, semelhantes aos do diamante-gould. Isto ajuda os pais a localizarem a as crias no ninho e alimentá-las.

O ninho e o casal de Granatina costumam ser aproveitados pela Viúva-do-Paraíso, uma ave africana que mede de 10 a 12cm de corpo, com as penas centrais da cauda variando de 20 a 30cm de comprimento, e que coloca seus ovos em ninhos de outras aves; neste caso a espécie escolhida é normalmente os Granatinas. Não sendo esta a intenção em cativeiro, será um modo no minimo interessante de estimular a criação de viúvas e conseguir ter num mesmo viveiro um casal de parasitas e hospedeiros, contudo, é normal depois de serem postos os ovos das viúvas retirá-los para bengalins que os podem criar sem problemas. As crias nascem passados 14 dias de incubação e saiem do ninho com cerca de 21dias. A ninhada normal é de 4-5 ovos que são em condições correctas de alimentação todos criados e separados.

Em particular na primeira semana de vida as crias são alimentadas quase exclusivamente com insectos pequenos e este é o perido mais critico na reprodução, podemos também fornecer sementes germinadas e imaturas que ajudam os pais nesta fase, mas o alimento vivo é essencial.

É recomendável que se tenha especial atenção às limpeza uma vez que estas aves são sensíveis e podem adoecer com alguma facilidade. Os machos ganham a cor definitiva com cerca de 4 meses de idade o que é normal em todos os estrilideos, mas podem distinguir-se mais cedo pelas cores mais vivas em relação às fêmeas jovens.

As crias devem ser anilhadas com anilhas de 2,3mm (ou 2,00mm embora isso seja um pouco reduzido), embora nas primeiras ninhadas isto possa ser arriscado e levar ao abandono do ninho, como se costuma dizer, antes uma cria não anilhada que nenhuma cria…

Esta ave apresenta-se como uma espécie que é sem dúvida um desafio aos criadores de estrilideos mais experientes e que causa sempre uma impressão pela sua beleza e ar exótico, mas que deve apenas ser ambicionada por aqueles que lhe possam dedicar o tempo e atenção que a sua reprodução exige.