Alimentação base nos canários

Alpista (Phalaris canariensis)
Grão rico em hidratos de carbono. Os hidratos de carbono produzem calorias, mantendo a saúde da ave, facilitando a digestão. Ao contrário do que seu nome em inglês "canary seed" sugere, este grão não é usado somente para canários, sendo, entretanto o principal componente da maioria das misturas de grãos para pássaros. Seu uso principal é nas misturas de grãos para canários, pássaros exóticos, pássaros silvestres, periquitos e periquitos grandes.
Como já sabemos o alpiste é a principal semente usada na dieta dos pássaros, é rica em hidrato de carbono, proteínas, vitaminas B1 e E, etc. Os hidratos de carbono produzem calorias, mantendo a saúde da ave, facilitando a digestão.
Componente principal da maioria das misturas. Pertence a família das Gramináceas. O tamanho e aspecto dependem muito do país de origem. Nestes países é considerada uma erva daninha. Pari. Muito usada na face de amadurecimento por criadores de curiós e bicudos, inclusive no cardápio dos filhotes.
Uso: Pássaros granívoros em geral.
Origem: EUA / Canadá / Argentina / Austrália / Hungria / Marrocos

Aveia sem casca (Avena sativa)
Grão rico em hidratos de carbono, de óptima palatabilidade e digestibilidade, portanto ingerido com muito gosto e facilidade por pássaros no ninho. Em quantidades demasiadas pode levar ao acumulo de gordura, principalmente em canários. Seu uso principal é nas misturas de grãos para canários, pássaros exóticos, pássaros silvestres, periquitos, periquitos grandes e papagaios.
Também é uma semente rica em hidrato de carbono exercendo acção benéfica sobre o aparelho digestivo, semelhante ao grão de trigo e arroz com casca.
Ingerida com gosto e com facilidade pelos pássaros do ninho. Quantidades demasiadas elevadas podem levar à adiposidade.
Uso: Canários, pássaros selvagens, exóticos, periquitos, grandes periquitos, papagaio e pássaros granívoros de médio e grande porte.
Origem: Bélgica / Inglaterra / França

Cânhamo (Cannabis sativa)
Grão inactivo da planta Cannabis sativa. É rico em extracto etéreo (óleos) e proteína. Contém THC, que estimula o interesse sexual nos pássaros. Deve-se cuidar para que não haja exageros na quantidade de cânhamo oferecida aos pássaros, para evitar-se constipação e excessiva excitação dos animais. Seu uso principal é nas misturas de grãos para canários, pássaros exóticos, pássaros silvestres, periquitos, periquitos grandes e papagaios. Um dos melhores grãos para qualquer pássaro, porém o seu uso (principalmente no verão) nunca pode ser excessivo.
Sementes da planta cannabis. Contém proteínas de alta qualidade. As crias adoram que os pais os alimentem com cânhamo. Estimula o ardor sexual nos pássaros (podem tornar-se demasiado excitados).
Uso: Canários, pássaros selvagens, exóticos, periquitos, grandes periquitos, papagaios, e pássaros granívoros de pequeno, médio e grande porte.
Origem: Bélgica / Inglaterra / França

Colza (Brassica rapa)
Grão rico em proteína e extracto etéreo (óleos), de sabor um pouco amargo. É o mais importante grão numa mistura para canários, pois seu elevado teor de extracto etéreo (óleos) promove uma excelente saúde e um canto melodioso. Pode levar à adiposidade, se usado em demasia. Seu uso principal é nas misturas de grãos para canários, pássaros exóticos e pássaros silvestres. Esta foto da Colza se refere à Colza fresca, geralmente as que são vendidas em aviculturas comuns são pretas não azuladas como as da foto, mas que também servem para a alimentação de Pássaros canoros, mas não possuem as mesmas propriedades nutritivas.
Uma semente rica em proteínas, óptima para o desenvolvimento da glândula tiróide, músculos, penas, vísceras, tendões, possui ainda hidrato de carbono, vitaminas, uma semente oleosa e gordurosa, semente de cor escura, em forma de esfera.
Maior e mais escuro que o nabo. Tem um sabor mais amargo. O valor nutritivo é idêntico ao nabo.
Uso: Pássaros granívoros em geral.
Origem: Países Baixos / França / Hungria / Polónia

Linhaça (Linum usitatissimum)
Grão da planta do linho. É rico em proteínas e extracto etéreo (óleos), principalmente do grupo Ómega 3, essencial para uma excelente plumagem. Possui propriedades terapêuticas, melhorando o trânsito do bolo alimentar no tubo digestivo e contribuindo para uma melhor digestão. Seu uso principal é nas misturas de grãos para canários, pássaros exóticos, pássaros silvestres, periquitos e periquitos grandes.
Também é bastante oleosa, rica em proteínas, é recomendada ser fornecida as aves na época de muda de pena, pois acentua o brilho das penas.
Sementes de linho. De cor escura ou clara. Contém um teor elevado de ácido gordo omega-3, essencial para a formação da plumagem. Melhora a sua digestão por via das suas características mucíparas.
Uso: Canários e Pintassilgos.
Origem: Bélgica / Hungria / Canadá

Níger (Guizotia abyssinica)
Grão rico em extracto etéreo (óleos) e proteínas. Devido a sua excelente palatabilidade, este grão é muito apreciado por diferentes tipos de pássaros. Seu uso principal é nas misturas de grãos para canários, pássaros exóticos, pássaros silvestres, periquitos e periquitos grandes.
Como a colza esta também é uma semente escura e comprida, é recomendada mais na época de criação mas podendo ser fornecida o ano todo, também possui bastante óleo, sendo um bom fortificante das matérias corantes dos pássaros.
A maioria dos pássaros adoram esta semente, mas que não pode faltar numa mistura de qualidade. É uma das poucas sementes que tem um óptimo equilíbrio cálcio/fósforo.
Uso: Pássaros granívoros em geral.
Origem: Nepal / Índia / Etiópia / Hungria

Painço Amarelo (Panicum milleaceum)
Grão também conhecido por milho-alvo amarelo. São grãos ricos em hidratos de carbono e possuem fácil digestibilidade. Seu uso principal é nas misturas para pássaros silvestres, pássaros exóticos, periquitos, grandes periquitos e pombos.
Um tipo de milho-alvo de grão pequeno e por isso ideal para misturas de cria. Existem muitas sub-famílias desta semente.
Uso: Pássaros granívoros de grande porte.
Origem: Austrália / Argentina / China / África do Sul

Painço Branco (Panicum milleaceum)
Grão também conhecido por milho-alvo branco. São grãos ricos em hidratos de carbono e possuem fácil digestibilidade. Seu uso principal é nas misturas para pássaros silvestres, pássaros exóticos, periquitos e grandes periquitos.

Painço Preto (Panicum milleaceum)
Grão também conhecido por milho-alvo preto. São grãos ricos em hidratos de carbono e possuem fácil digestibilidade. Seu uso principal é nas misturas para pássaros silvestres, pássaros exóticos, periquitos e grandes periquitos.

Painço Verde (Panicum milleaceum)
Grão também conhecido por milho-alvo verde. São grãos ricos em hidratos de carbono e possuem fácil digestibilidade. Seu uso principal é nas misturas para pássaros silvestres, pássaros exóticos, periquitos e grandes periquitos.

Painço Vermelho (Panicum milleaceum)
Grão também conhecido por milho-alvo vermelho. São grãos ricos em hidratos de carbono e possuem fácil digestibilidade. Seu uso principal é nas misturas para pássaros silvestres, pássaros exóticos, periquitos e grandes periquitos. Espécie de milho-alvo muito fino.
Uso: Pássaros granívoros de grande porte.
Origem: África do Sul / Austrália / China

Perila (Perilla frutescens)
É conhecida também como "a semente da saúde". Grão rico em extracto etéreo (óleos), principalmente do grupo dos Ómega 6 e Ómega 3. Importante na promoção de um canto melodioso e uma plumagem exuberante. Seu uso principal é nas misturas para curiós e outros pássaros silvestres, canários e pássaros exóticos. É o melhor grão e o mais importante para os pássaros, seu uso não pode ser excessivo.

Perila café (Perilla frutescens)
É conhecida também como "a semente da saúde". Grão rico em extracto etéreo (óleos), principalmente do grupo dos Ómega 6 e Ómega 3. Importante na promoção de um canto melodioso e uma plumagem exuberante. Seu uso principal é nas misturas para curiós e outros pássaros silvestres, canários e pássaros exóticos. É o melhor grão e o mais importante para os pássaros, seu uso não pode ser excessivo.

PAPOULA (somniferum)
São muito ricas em gordura. Tem propriedades calmantes. Muito apropriadas para acalmar pássaros de torneios exposição. Podem no entanto, travar o canto.
Uso: Pássaros granívoros em geral.
Origem: Hungria

Trigo-Sarraceno
Planta rica em amido (hidratos de carbono) mas pobre em gorduras, essencialmente colhida em terrenos arenosos.
Uso: Grandes periquitos, papagaios e bicudos.
Origem: Argentina / China / França / Brasil / Rússia / Hungria

Kat Jang IDJOE
Pertence à família da soja. Pelo seu poder germinativo é muitas vezes utilizado em misturas de germinar, igualmente para espécies de pássaros mais pequenos. Os rebentos são, como os da soja, muito ricos em proteínas.
Uso: Grandes periquitos, papagaios, sementes a germinar.
Origem: Tailândia / China / Austrália

Milho-alvo Amarelo
O milho-alvo mais corrente. É composto com a maior parte das sementes desta família, por hidratos de carbono.
Uso: Pássaros granívoros de grande porte.
Origem: Argentina / EUA / Austrália / Hungria / Rússia

Milho-alvo Branco
Estas sementes de boa qualidade são menos duras e por isso – não obstante o seu tamanho maior.
Uso: Pássaros granívoros de grande porte.

Origem: EUA / (Dakota, Colorado) / Austrália / China

Milho-alvo Vermelho
Sementes geralmente mais duras do que as outras deste grupo. A sua cor torna as misturas mais atraentes.
Uso: Pássaros granívoros de grande porte.
Origem: Países Baixos / França / Hungria / Polónia

Milho-alvo Japonês
O milho-alvo mais rico em proteínas. Aumenta a qualidade de qualquer mistura.
Uso: Pássaros granívoros de grande porte
Origem: China / Austrália / África do Sul

Nabão
É utilizado também nos canários de canto, uma semente macia, é bem oleoso, rica em gordura e hidrato de carbono.

Areia
Nós criadores sabemos que as aves em geral não possuem dentes, como nos canários o processo de digestão ocorre quando os músculos da moela se contraem triturando os grãos de alimento ingeridos, é nesse processo que a areia desempenha um papel fundamental. É a areia que permite que a trituração que antecede à digestão se proceda de maneira completa, permitindo que a ave possa extrair do alimento todo o seu valor nutritivo. A areia que é ingerida pela ave vai para moela, fazendo as vezes dos dentes, ajudando a triturar e facilitando a digestão dos alimentos. Por esta razão o canário deve sempre ter à sua disposição uma quantidade de areia grossa, lavada e peneirada, se possível; esterilizada e seca ao sol, pode-se acrescentar junto desta areia a casca de ovo que pode ser fervida e moída ou triturado no liquidificador após secar ao sol por alguns dias, a casca não deve ser triturada muito no liquidificador para evitar que vire pó, e que fique num tamanho em que o canário possa escolher, onde junto com a areia irá na moela.
A casca de ovo é uma rica fonte de cálcio o qual é indispensável para a vida das aves. A areia deve permanecer diariamente pois as aves saberão quanto e quando se alimentar.

Ovo
Fornecer duas vezes por semana ovos cozidos, por no mínimo 20 minutos.

Água
Como em todos os seres vivos a maior parte que constituem o corpo é água, como não poderia de ser os canários também possuem água em seu corpo 60%. Uma ave pode ficar sem comer e perder suas gorduras e proteínas e ainda sobreviverá, enquanto que a perca de 15% de água resultará em sua morte.
Os canários devem ter à sua disposição um pote de água para beber e outro para se banhar (já visto em outro capítulo). A água a ser fornecida para o consumo da ave deve ser um água fresca e limpa, livre de impurezas ou mesmo de produtos químicos como cloro, etc; produtos estes que são utilizados no seu tratamento. A água é um dos alimentos que não há substituto, ele só vai ingerir aquela, por este motivo quando tiver de administrar remédios e vitaminas faz-se por via desta, pois a ave será obrigada a ingerir.
No organismo da ave se faz necessário pois a mesma transporta materiais de uma parte do corpo para outra e executa funções importantes na regulação da temperatura do organismo dos canários.
A quantidade de água a ser consumida pelos canários em relação aos alimentos chega a ser numa proporção de 3 partes de água para uma parte de alimento ingerido.
A água deve ser trocada todos os dias, evitando assim o acumulo de limpo nos bebedouros que é prejudicial a ave, evite que fiquem expostos aos raios solares, porque a água esquenta e pode causar diarreia as aves. Quanto a água de beber em viveiros e voadeiras estas devem ser colocadas do lado externo como nas gaiolas, se não for possível é aconselhável que não se coloque as vasilhas de água debaixo dos poleiros, para evitar que as aves defequem dentro dos bebedouros, podendo contaminar a água.
Lembramos sempre fornecer água limpa e fresca as aves e se possível de mina ou poços artesiano, pois temos notado que a água com cloro vem dando diarreia nas aves. Quando houver excesso de cloro na água (notável pelo cheiro forte e pelo paladar), deve-se fervê-la.