FAUNA EUROPEIA

Lugre (Carduelis spinus)

Características: O Macho tem um género do “boina preta” e quando adulto pode ter um pequena “gravata “ também preta por debaixo do bico, a coloração amarela é mais intensa do que as fêmeas, as suas cores verdes e amarelas variam de indivíduo para indivíduo, as fêmeas são menos coloridas e não possuem preto na parte superior da cabeça.

Comprimento: O seu porte anda entre os 11,5 a 12,5 cm. Os Lugres são muito dóceis, fáceis de domesticar, em poucos meses de adaptação chegam a comer da mão do dono.

Habitat: O Lugre é comum nestes países: Europa, África Setentrional e Ásia. Esta ave silvestre pode ser vista a vaguear em: jardins, bosques, matas, charnecas das aldeias e cidades.

Híbridos: É uma ave que se adapta com alguma facilidade ao viveiro, sociável com outras aves silvestres e não só, há muitos criadores que os põem a criar com Canárias obtendo assim magníficos híbridos e excelentes cantores, estes são capazes de reproduzir tanto o canto do canário como canto do lugre, podendo em muitos caso fazer variantes dos dois tons.

Alimentação: Na natureza alimenta-se de um número grande de sementes, os pulgões das roseiras, hortaliças e arvores de fruto, a sua dieta vai variando com a época do ano, Primavera, Verão, Outono, e no Inverno para poder sobreviver migrar para outros países mais quentes.

Criação: Está ocorre durante os meses de Abril-Maio.O Lugre quando está bem de saúde é um bom cantor, tem cantos diferentes, para os mais atentos devem ouvir como é diferente o seu canto na altura da corte e copula com a fêmea é uma coisa quase aflitiva. O seu ninho é feiro de: musgo, penas, pelos de animais, em forma de taça num ponto alto de uma conífera, cedro, ou árvore de fruto, a incubação ou choco leva aproximadamente, 11-14 dias as suas posturas variam 4- 5, a sua coloração é azul-claros, com manchas avermelhadas, esta ocorre no período da sua nidificação.

 

 

Verdelhão comum (Carduelis Chioris)

O Verdelhão comum (Carduelis Chioris), é um fringilidio de contextura similar ao pardal comum, ave de constituição pesada, corpo compacto, cabeça grande e bico grosso de cor osso. Visto à distância parece somente verde. Visto ao perto, sem duvida poderemos apreciar as suas cores bastante destacadas. O macho adulto apresenta uma cor verde amarelado atractivo, por baixo é um verde oliva por cima (a coloração é mais brilhante de verão). A fêmea possui cores ligeiramente mais apagadas, um verde mais acinzentado, enquanto que os jovens apresentam um verde acinzentado, pardo e raiado. Todas as plumagens caracterizam-se por um amarelo vivo nas rectrizes externas e nas orlas das primarias. A cauda tem a forma de um “Y” invertido de cor acinzentado negro.
De temperamento sociável, frequenta os jardins, parques e campos cultivados onde procura o alimento que se baseia em sementes, cereais, gramíneas e não muito raro de insectos.

A sua alimentação em cativeiro, passa por uma mistura idêntica à utilizada para os canários, enriquecida com aveia, girassol e sementes silvestres. Na sua dieta seguem-se os mesmos padrões utilizados nos canários (frutas, verduras, minerais, papas etc.).
No estado selvagem, devido à abundância de alimentos e à sua condição de ave prolífera, pode realizar três ninhadas por ano.

Os machos realizam uma série de rituais para atrair a fêmea, levantando as asas e a cabeça, despegando a cauda em forma de abanador, ao mesmo tempo que soltam uma série de notas não muito melodiosas, com um ruído nasal, rematando este no final com um forte assobio.

O verdelhão começa a nidificar em Março/Abril, fazendo os seus ninhos em sebes, arbustos, silvados e arvores bastante densas. Arvores e arbustos de jardins públicos são lugares onde podemos encontrar os seus ninhos com abundância. O Seu ninho é construído com raízes, plantas e outros materiais do género; forrados com musgos, pêlos animais e penas. Durante a época de criação podem construir vários ninhos, tanto em arvores de folha perene (os primeiros), como de folha caduca (os últimos). Os ovos são de cor branca rosado salpicados de escuro, de medidas 20x14 mm subelípticos. A postura de 4 a 5 ovos em média, será incubada pela fêmea durante 12 a 14 dias.

As crias nascem cobertas por uma fina penugem que mais tarde cairá para dar lugar à definitiva. Vão permanecer no ninho durante um período de 16 a 20 dias, sendo alimentados pelos pais, até três semanas depois da saída do ninho. Seguirão unidos familiarmente durante todo o verão até aos primeiros dias de Setembro, formando grupos nómadas.

Não podemos dizer que os verdelhões nascidos no nosso país, realizam verdadeiras migrações, mas sim curtas deslocações dentro da península, embora no Inverno possam procurar lugares de menor altitude e latitude.
Felizmente no nosso país esta ave prolífera em quantidades satisfatórias, pois tem abundância de alimentos e zonas óptimas de nidificação. Também porque não sendo uma ave tão apetecível e de valor alto para os “caçadores”, ou vulgo passarinheiros, como é o pintassilgo. Pois seria urna ave a correr sérios riscos devido à facilidade em se capturar.

Criação em cativeiro; sendo urna ave bastante sociável e de fácil adaptação à gaiola, é bastante fácil a sua criação em cativeiro. Utilizando aves já nascidas em cativeiro, ou capturadas, com mais de um ano de gaiola, consegue-se a sua reprodução com bastante êxito, seguindo as normas de criação utilizadas para os canários. Hoje existem já bastantes mutações de verdelhão, estas sim, aves de valor económico alto e muito apreciadas e procuradas. É normal vermos em exposições internacionais, particularmente nos mundiais, bastantes a concurso. Pena é que em Portugal essa pratica, assim como a sua criação ainda não seja muito visível e vulgar. Corria já o longínquo ano de 1992, quando tive a oportunidade de conhecer um criador destas aves em mutação do qual, vi quatro exemplares, um lutino, um isabel, um ágata e um normal.

Hibridação; é com imensa facilidade que conseguimos hibridar estas aves com canários, outros fringilidios e mesmo exóticos, conseguindo-se exemplares muito interessantes e de extraordinária beleza.

 

Pintassilgo Português (Carduelis carduelis)

 

DISTRIBUIÇÃO Europa, Ásia Central e Ocidental e África Setentrional

DIMENSÕES Entre 12 e 17 centímetros, aproximadamente.

DISTINÇÃO ENTRE OS SEXOS Não é fácil detectar as diferenças entre os dois sexos. Um olhar treinado é capaz de estabelecer a distinção através de pormenores.

De um modo geral, os machos possuem um bico ligeiramente mais longo e a mancha vermelha na cabeça é tendencialmente mais prolongada. Nos machos, a curvatura das asas são pretas, ao passo que nas fêmeas são acastanhadas. Tanto o macho como a fêmea são bons cantores.

CARACTERÍSTICAS SOCIAIS De um modo geral estas aves adaptam-se muito bem à vida em viveiro misto e, habitualmente, tem um convívio amistoso com outras aves da mesma espécie.

 

Se pretender obter bons resultados na criação, é aconselhável manter um casal de outras aves que não possam perturbar. Não mantenha esta espécie em coabitação com canários, uma vez que estas duas espécies criam híbridos.

ALOJAMENTO ADEQUADO Pode criar pintassilgos num viveiro espaçoso ao ar livre ou num viveiro ou gaiola em recinto fechado. É importante que o alojamento possua plantas em abundância, para que as aves se sintam mais confortáveis. As plantas perenes são as mais apropriadas. Uma gaiola para aves, é um local excelente para criar estas aves.

TEMPERATURA AMBIENTE Os pintassilgos estão perfeitamente adaptados ao nosso clima, mas necessitam de um abrigo apropriado durante o Inverno. Se o viveiro estiver protegido do vento e tiver vegetação em abundância, não será necessário proceder a quaisquer adaptações.

ALIMENTAÇÃO A alimentação base destas aves pode consistir numa mistura de sementes para aves canoras mas também apreciam as chamadas sementes de viveiro, uma mistura que consiste numa grande variedade de sementes.

Estas aves, também necessitam de areia em quantidade suficiente, para que possam satisfazer as suas necessidades digestivas. Estas aves são muito apreciadoras de sementes de alpiste e niger, que pode dar-lhes com toda a segurança. Também comem pequenos insectos, alimentos à base de ovos, frutas e verduras.

ATIVIDADES De um modo geral, os pintassilgos são aves muito activas e gostam de passar muito tempo entre e vegetação. Os machos são donos de um canto muito belo e distinto. As fêmeas também cantam, mas o seu canto é ligeiramente menos fascinante.

CRIAÇÃO O ninho é construído num ponto alto do viveiro se possível num arbusto denso. No entanto, estas aves também podem utilizar caixas de ninhos. Dão preferência aos materiais de cores claras para a construção dos ninhos, tais como a lã de ovelha.

Os pintassilgos têm uma postura média de três a seis ovos. Este tem uma cor azul clara com manchas castanhas e são chocados pela fêmea durante 13 a 15 dias, em média. Após as crias nascerem, mas de preferência no período imediatamente anterior, pode alimentar estas aves com pequenas quantidades diárias de insectos em diversos estágios de desenvolvimento (lava, ovos, ninfas), além da habitual mistura de sementes.

Pode também dar-lhe alguns alimentos verdes, sementes germinadas, alimentos à base de ovos e frutos. No que diz respeito às proteínas, habitualmente, preferem bicho de farinha. A plumagem surge nas crias após um período compreendido entre duas e três semanas. Posteriormente, são sustentadas e alimentadas pelos progenitores – mas sobretudo pelo macho – durante um período semelhante, até estarem aptas cuidar de si próprias. Então, as crias não possuem ainda as cores definitivas, o que só acontece passadas duas semanas. Os pintassilgos que apresentem boas condições físicas podem dar início a uma nova ninhada logo o crescimento das crias.

MUTAÇÕES Tem ocorrido e sido preservada diversas mutações cromáticas. Algumas dela são castanhas, cor de ágata, pastel, amarelo claro, branco, de pescoço branco (malhada), ventre amarelo e variações na mascara.

PORMENORES COMPLEMENTARES Existem diversas subespécies de pintassilgos. As espécies mais divulgadas na criação são o pintassilgo pequeno e pintassilgo grande (cardueles major). O pintassilgo é uma espécie protegida. Existem requisitos e restrições legais relativamente a criação e ao comercio destas aves.

 

 

Pintarroxo (Carduelis cannabina)

 

Conhecido pelo seu cato suave, vibrante, é uma ave dos espaços abertos. Sendo normalmente solitário torna-se sociável no Outono formando bandos que se alimentam de sementes no solo.

A sua nidificação ocorre de Maio a Julho, tendo de duas a três ninhadas de quatro a seis crias, o número de crias diminui ao longo das posturas.

O seu ninho é em forma de taça feito de galhinhos e ervas, forrado de materiais mais delicados, situado numa pequena árvore ou moita (tojo).

Os seus ovos são azuis com pintas castanhas e são incubados durante duas semanas.

Identificação

Os machos são facilmente reconhecíveis pela característica testa e peito vermelhos, que contrastam com a cabeça acinzentada. Tanto nos machos como nas fêmeas e jovens, o dorso é acastanhado e o bico é escuro e triangular. Possuem um padrão claro-escuro nas primárias, visível quando poisados. Abundância e calendário

Espécie abundante, e bem distribuída de norte a sul do território, apenas com algumas áreas onde está
ausente, como é o caso de algumas zonas do litoral centro e do Baixo Alentejo. Sendo uma espécie
residente, está presente durante todo o ano, existindo um reforço da população com a chegada de alguns
efectivos invernantes

 

Tentilhão (Fringilla coelebs)